quinta-feira, julho 30, 2009

Cópia Paulo

É, acho que to apelando demais nos desenhos...

Esse ai é o Paulo, ele é invejoso e acha que tem uma personalidade legal, mas, só copia o Alexandre que é bem mais legal e forte e irmão bastardo do protagonista.
É isso. Só desenhei como eu vejo ele...

Será que essas são as tais pulseiras? O___O

sexta-feira, julho 17, 2009

Disclaimer

Juro que ia fazer uma postagem sobre o fim de Elementals, o começo do livro seguinte, os posts misteriosos e o projeto secreto nesse final de semana o_o/

Mas meus pais resolveram ir pro litoral =D

Como eu disse, férias não são bondosas com o blog.
Agosto, mate. Agosto.

terça-feira, junho 16, 2009

Hortência

Ela é casada. (ainda que mulher)
Ela possui duas vidas. Duas vidas completamente diferente que são construídas em momentos diversos, ora em simultaneidade, ora em revezamento. Seu amor é enorme e não pode ser medido por simples atos e ações. Não, a grandeza de seu sentimento ultrapassa a barreira do fático, encontra a sua própria alma. Seu amor é entrega incondicional e completa.

Essa é a sua primeira vida: a entrega.
Entrega, também sinônimo de sacrifício. Seu mundo é constituído de uma pessoa, uma pessoa que não mais enxerga como marido ou amante, mas sim como um humano celestial capaz de lhe prover a felicidade com o mais simples dos gestos. Assim é a sua natureza: simples e feliz. Gosta de ouvir o som de sapatos na madeira, do cheiro da chuva em terra molhada e do piscar selvagem que precede o barulho estrondoso do trovão. Mas seu marido possui a maior concentração desses pequenos momentos jubilosos de felicidade comprimida. Sua fala doce e masculina, somada ao seu porte elegante, desafiador e alvo são os dois melhores aspectos.

Entregara-se e ele sem hesitação, com a certeza teimosa e resoluta. Não apenas entregara a si, mas também a sua vida, tornando-se um satélite sem lados escuros. O sacrifício do que tinha planejado era uma barganha, uma pechincha em oposição à sua torrente de fantasia. Claro, sempre quisera filhos. Gostava do som doce das vozes, da alegria e da vida que os pequenos sabiam transmitir com tanta veracidade (e que se esvai a medida que a visão se torna mais clara), mas seu marido não compartilhava de mesmo anseio. Eis o sacrifício, a entrega. Ela não mais se pertencia, sua alma não estava mais em seus dedos. O que estava em seus dedos era a trincada e desgastada fundação de sua verdade, de sua vida.
Animais. Como os adorava, em especial gatos. De certa forma, os gatos lhe lembravam de seu marido. O porte elegante, a certeza nos atos e a precisão angular e centimetradamente calculada de suas amplitudes. Sua entrega significava renegar igualmente esta disposição, já que ele não os queria.

Essa é a sua segunda vida: o desejo.
Por mais que quisesse se entregar e amá-lo incondicionalmente, sob todas as adversidades que vinham com mais e mais força e brutalidade com o passar dos ponteiros do tempo, não conseguia impedir-se de desejar, de ansiar por tudo aquilo que desejava ter.
Sua segunda vida era obscura e ilícita. Vivia-a nos bastidores, quando ninguém a via. Era uma vida preciosa e feita de areia. Tocava-a com cuidado, manejava-a com carinho e reverência, temendo que escapasse lentamente de sua palma caso respirasse muito forte.

Era uma caixa. uma caixa pequena, inofensiva e feita de ouro. Fotos, imagens, recortes... todos seus desejos escondidos, os filhos que nunca teve e os gatos que sempre sonhou estavam todos ali, olhando para ela e rodeando-a com seus sorrisos e vidas anônimas. Era uma vida incompleta, débil e incrivelmente dolorosa, mas mantinha-a viva. Dava forças para viver sua primeira vida, aquela que ela não se arrependia, mas que lhe fizera diversos buracos em seu ser.

E a arte escondida de ser artista plástica. Seus quadros repletos de cupidos e querubins, sem mencionar as esculturas eretas e felinas que decoravam como pesos de papel, molduras de retratos e abafadores de livros. Silenciosamente, ela se cercou a si e a seu mariodo de sua segunda vida, de forma implícita, solitária e gananciosa. Sua segunda vida queria invadir a primeira, numa entativa desesperada e sufocada de se tornar real, de transgredir a linha da realidade e do sonho.

Amor. Esta é sua palavra-chave. Unilateral, a segunda.
No final, é uma flor tentando sobreviver na garrafa de cerveja que encontrou.
[o ciclo terminou. apenas uma lua resta]

terça-feira, maio 19, 2009

Violeta

Ela é uma moça. (quase mulher)
"Eu sou forte". Isso seria mais que um mantra, talvez já não fosse mais um mantra, mas sim um estado de espírito, uma oração silenciosa. Uma oração tímida e silente, sussurrada por lábios vermelhos como sangue e gélidos como chuva. Em desespero, é uma simples frase que precisa ser repetida diversas vezes. Reiteradamente, como se sua repetição fosse capaz de fazê-la permear em seu ser, invadir suas entranhas e lá se instalar. Sabia que não era forte, mas precisava ser, tinha que ser. Sua existência dependia dessa necessidade.

Não conseguia mais criar vínculos. Sua vida até aquele momento estivera repleta de tragédia. Seus sorrisos eram formados pela pressão dos lábios e uma risada fraca e estridente, como se estivesse manchada. Era um sorriso, uma risada que tentava ser livre mas não conseguia. Não conseguia se desvincilhar do choro. O choro já parecia tão natural em seu rosto que rir parecia ser algo que contrariava sua natureza. Sua natureza é a amargura.
Seus vínculos eram fracos e diluídos, como uma imagem formada na fina camada da água. Qualquer movimento renderiam tais laços turvos e esquivos, fugitivos.
Eram covardes, esses vínculos.

Tinha uma grande profissão. Sua grande profissão, que lhe trazia frutos e a permitia viver era importante e lhe tomava todo seu tempo, mas era boa naquilo que fazia, muito boa, inclusive.
Fingir. O que são profissões senão papéis que indivíduos desempenham para conseguirem encontrar um meio de viver...? A profissão dela era fingir. Seus sorrisos, palavras e gestos fingidos eram tão fluídos e perfeitos. Seu andar que dançava, escorrendo e vazando de mesa a mesa (afinal, sua segunda profissão era garçonete), seu sorriso brilhava e ensejava empatia, sua voz era rápida e suave, convidativa, vendedora e profissional.
A quantidade de creme emulsionado que vinha no café fraco e amargo era extravagante. E a cereja de tão vermelha e simétrica lançava olhares de desafio a quem se interessasse.

Era escura, sua vida. Tons sobre tons de sombras e penumbras eram seus rastros, suas pegadas. Sua mente parecia carecer por férias, pedia por algum descanso, alguma liberdade. Mantinha-a presa e contida dentro da caixa que criara, intitulada de realidade, necessidade. Força.
Sua mente se rebelava. Ora em seu apartamento, ora em seu serviço. Obrigava-a a vomitar tudo que mantinha guardado, tudo que tinha medo que os demais vissem. Sua fraqueza. Tabu. Palavra suja, agourenta essa... fraqueza. Ela era forte, ela era.

Sentia dois apres de olhos em sua nuca. Dois pares de olhos grandes. Um deles eram velhos e cansados, olhavam-na com uma mistura de desprezo e abandono, mas ao mesmo tempo com um desejo contido e silenciado, como se clamasse por piedade. Eram olhos de vítima que pediam para que parasse de ser agredido. O outro par de olhos era ainda mais cruel. Eram olhos amorosos. Olhos de amor... pesados, muito pesados. O peso do amor era insuportável, um fardo terrível. Aqueles olhos alfinetavam-na pelas costas, desejando bem a ela, querendo o melhor a ela. O amor egoísta e mesquinho, que tudo devora, que tudo consome. A corrosão lenta e sutil... bem aquela que começa pelos lados de forma indolor.

Mas ela era forte. Ela é forte. Isso sim. Ela é forte.
Ela é uma flor. Que apresar de ter crescido numa garrafa de cerveja, é forte.
[de tantos falecimentos, seu nascimento ocorrerá em breve]

terça-feira, maio 12, 2009

Capítulo 5

Spoiler Warning!
(as to Elementals ch16
as to Generation ch18
as to Devastation ch5)

Bem, como não temos nenhuma semelhança entre os capítulos que vou tratar aqui, passemos logo à nálise individual dos mesmos XD

Elementals: capítulo 5 (despertar assassino)
O principal foco desse capítulo, claro, é mostrar Leak. Ele é um personagem que merece algum destaque na história. Primeiro porque não é um personagem completo, digamos assim. Ele divide o corpo com Perk, motivo pelo qual possui uma personalidade bem distorcida, além da boa porção de inumanidade que já veio no pacote.
E qual a melhor maneira de apresentar o Leak senão numa luta, e matando um personagem com grande efeito!? =DD
É Shitate. Sux to be you...

Afora esses motivos claros, já introduzir a ideia da separação dos níveis de fuchi pelos usuários, mostrar um pouco mais a profundidade do preconceito entre aqueles que controlam e os que não controlam o fuchi. Dar mais alguns motivos pra considerarem o Taranus apelativo, com aquela hstória da Vigilante =)
E também dar uma revelada bem de leve no passado do Rashel, pelo menos pra já me livrar da ideia básica. Já que o passado dele ia ficar por último, queria focar mais no propósito dele do que pelo treinamento em si.

Outro ponto a ser mostrado, além de um aprofundamento de leve na relação entre eles, do time um, é como se comportam numa luta. Reforçar a rixa de Tolil e Gilil, Leak, que está a um passo de virar a casaca e responder apenas por seu protocolo de sangue, e como a mente de Rashel simplesmente demora a entender que ele precisa lutar para ajudar seus companheiros.

E claro, fechar o caítulo com frase de efeito =)
Pode ter certeza que se eu não me utilizo de algum cliffhanger no final do capítulo, vai ter frase de efeito =D

Geração: capítulo 5 (estilhaços soltos ao ar)
Comecei com a carta que eu tinha planejado terminar o capítulo 4. Por algum motivo ela pareceu mais bem colocada pra um começo de capítulo do que término.

O propósito central do capítulo é dar informações sobre tutekans, mostrar um pouco mais da interação do time do Saksa, e também apresentar novos personagens, o do grupo mais famoso.
De todas as apresentações, eu penso que eles foram os mais interessantes e mais bem trabalhados ao longo do livro, considerando a quantia de luz que foi dada a eles XD

Acho que pouca gente vai entender meio duplo aproveitamento do comentário mental do Xisto. Mostrar a Maldição crescente de Tiago e o segredod o Xisto ao mesmo tempo. Há! _o/
Além disso, já jogar de leve o mistério sobre o que os Guardiões veteranos andam fazendo.

As partes do Leon não são tão relevantes dessa vez. Focam mais em Konolos, na realidade. Finalmente tornamos a explorar um pouco mais a questão da vida e morte, sobre "o que realmente importa", tratado no capítulo 1. Fora de deixar bem claro a preferência de Konolos pela arte. Falar que Leon tem medo da morte chega a ser banal e clichê.

É um capítulo pequeno de transição. O próprio nome dele já deixa claro que é um capítulo que espera o "pó baixar" =)

Devassa: capítulo 5 (Apenas alcunhas)
Falar desse capítulo sem avançar sobre os seguintes é complicado XDD

Esse capítulo marca o final da confusão inicial da história e o começo da segunda, que começa com a morte do homem mais forte do mundo e todas as consequências que isso trará. E também serviu bem pra finalmente assentar o povo inteiro e me focar em dez escolhidos dali pra frente. Lidar com grupos aleatórios e quase 40 Guardiões correndo loucos pela floresta dá trabalho x__x

Ah... a Marisa não estava planejada pra morrer, mas aconteceu. Claro, ela estava programada pra morrer no livro, mas não naquele capítulo (embora não tivesse ainda decidido quando). Mas bem... foi buscar proteção do Cezar, dá nisso XD
E também mostrar que mesmo um dos caras mais overpower tem problemas enfrentando um dos novos tutekans amarelos =)

O Nick saiu mais ranzinza do que eu esperava. A discussão que ele teve com o Paulo foi descabida e fora do planejamento.
Criar o triângulo Nick-Alexandre-Tiago. Esse é outro ponto central, mas ainda vai ser melhor discutido mais a frente.
Além disso a pressão e revolta crescente os Guardiões mais novos contra os veteranos, no suspense que estão fazendo. Agora que pessoas mais próximas começaram a morrer, a coisa tende a apertar.

E o ponto central do capítulo: Átila x Gabriel.
Matar o homem mais forte do mundo agora, além de gerar uma surpresa (quem suspeitaria que ele sofreria esse destino e tão cedo? XD), mostra o poderio de Átila e os denuos que fizeram de Gabriel o homem mais forte do mundo. Fora colocar o evento como aquele que vai iniciar todo os demais acontecimentos do livro.
As sete espadas que Gabriel usa foram desenhadas e estão no meu post entitulado como "Ausência", junto com os outros testes da Wacom, dê uma olhada, se interessar. Achei bem interessante e versátil esse denuo. E tem bem cara de coisa que o soul taken dele faria. Eu lembro que ele vivia falando que não tinha criatividade e como odiava religião. Dois em um ;D
Fora que o denuo do E é muito apelão =)

Stier está nesse capítulo dando um pouco mais de especificação ao denuo, em finalização a um ponto aberto deixado no primeiro livro. Mas não sejam enganados. Aquilo não contava antes e não contará daí pra frente. É só um ponto pra mostrar que denuo não é só mágica e também mostrar da onde a base veio.
Afora isso, mais um pouco das personalidades conflitantes de Stier e Kimiga. Eu acho eles uma dupla bem interessante... gosto de fazer os diálogos dos dois XDD
"Hm... pizza... *olhar distante*" 8D~

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Anotações do Nícolas referentes aos capítulos 5:

Elementals:
4. Venempo
- Cristais
6. Inquara (sim, o 5 fica pra próxima, porque eu mudei a ordem)
- Despertar do assassino

Geração:
- Resultados anteriores
- Leon e Konolos: arte
- Álvaro: tutekans em Aeternia
- Missão de extermínio: sem limite de tempo
- Encontro com grupo de Elisa (de Elisa não de Evelin, note-se XD)
- Primeiras palavras
- Situação difícil: promessa de Nick
- Leon e Konolos: mundo anterior

Devassa: (nome original do capítulo: Apenas Nomes)
- Daniela conta o ocorrido e Ana termina com Alexandre (dei uma adiada nisso)
- Ataque dos amarelos na volta: quase morte de vários (e morte)
- Stier: explicação das energias do chacra ao denuo
- Encontro de Átila por Gabriel: morte do Guardião
- Sabiá dá missão de reconhecimento
= ausência do ex-time Gabriel: entraram por vingança