quarta-feira, agosto 12, 2009

Leon e Konolos

Spoiler Warning!A capa do volume 1 de Aeternia mangá *viajando*
Não, não estou satisfeito com o desenho
Um anel em forma de cabeça de leão? =O

Finalmente um post com desenho! XD

Sim, o par que abriu as páginas de Geração! A dupla mais curiosa e aleatória do livro, bem como dois personagens bastante interessantes na minha opinião. Konolos, o sage-mulher que fez história como sanguinário em Werdil voltando como um filósofo amador da arte e Leon, o personagem que nem chegou a aparecer em Werdil e que abre o livro voando na aula de matemática. Quando o destino faz com que os dois se encontrem, o mundo inteiro muda.

A relação entre os dois é bastante flutuante. Na maioria das vezes eles conversam de maneira respeitosa, embora Leon tenda a perder a paciência com Konolos quando ele começa a responder as perguntas incessantes do adolescente com uma palavra, obrigando-o a fazer outra em seguida, buscando uma resposta mais objetiva.
Konolos sempre tratou Leon com respeito e só ficou realmente irritado com ele em uma única ocasião, quando a insistência do garoto o fez revelar certas coisas de bandeja, coisa que o sage do equilíbrio detesta. No geral, sempre tinha uma paciência enorme para conversar com alguém como o Primeiro Leão e sempre que possível, dava uma provocada, especialmente quando Leon falava mal da arte ou se achava dono da verdade.

Eles são a dupla perfeita para figurarem no primeiro livro. Konolos, que não gosta de revelar muita coisa e Leon, que adora perguntar fazem um par que deixa o leitor frustrado e ao mesmo tempo curioso por saber mais sobre a história. Se fosse como Kimiga, que fala na cara o que se quer saber, as coisas ficariam bem menos interessantes, não?
De certa forma os dois são os principais dentre o grupo de sages e Escolhidos do trecho "passado" do livro, ainda que Stier e Kimiga figurem em Devassa e Hest e Kodahi em Cinzas, não há o mesmo feeling que eles.
Ainda mais, começar com assuntos filosóficos é sempre melhor do que usar de coisas mais materiais logo de cara, não? =)

Leon sempre teve problemas em dirigir a palavra a Konolos usando adjetivos e pronomes flexionados no masculino. Não podemos culpá-lo, certo...? Usando um vestido, com cabelos longos e com os peitos, ninguém em sã consciência o acharia masculino (ou neutro, o que é mais certo) de primeira. Até mesmo a voz de Konolos serve tanto pra um lado quanto pro outro o_o
Konolos coitado, embora estafado, sempre tem paciência de corrigir todo mundo.
Só toma mesmo alguma coisa mais masculina quando entra em sua forma leve. Com a aura de agressividade, a voz profunda e demoníaca e os olhos em vermelho dão um ar um pouco mais viril. A espada também ajuda. Mas de novo, quando se está em Aeternia, a primeira lição que se aprende é não tomar conclusões precipitadas. Sobre nada.

Os dois tem alguns interesses em comum, embora atinja mais o plano subjetivo.
Leon e Konolos gostam muito de conversar e discutir assuntos bastante vagos. Religião, política, arte, misticismo, magia, ocultismo, vida e morte, destino e sorte são assuntos que os dois sentem-se bem e confortáveis numa discussão. Leon também, ainda que num grau um pouco menor, costuma gastar certo tempo olhando para o céu perdidamente, tanto que começou o livro fazendo isso, logo após constatar que seu caderno não iria pra frente. Aliás, ele sentava ao lado da janela justamente para isso.
Obviamente, Konolos eleva essa mania a um nível completamente diferente. Gasta horas e oras com o pescoço erguido. Teve até uma dor e um desvio na coluna por culpa disso, o que o levou a ficar olhando pro céu sentado ou deitado, ao invés de fazê-lo de pé *falando de coisas irrelevantes*

"Agora são os itens?"
"Sim."
- Konolos é uma cabeça mais alto que Leon
- Primeiro pensamento de Leon quando o viu: "Branca"
- Primeiro pensamento de Konolos quando o viu: "Feio" XD~
- Quando não estavam fazeno nada, passavam o tempo distantes
- Ele nunca entendeu a fixação do sage por arte
- O sage nunca entendeu a fixação dele por morte
- A implementação favorita do sage foi mesmo o denuo
- Nunca foram de falar muito, se não tiverem assunto
- Embora mais alto, Konolos é mais leve que Leon
- Sim, Leon passou a usar "desimportante" depois de um tempo
- Minha conversa favorita foi sobre os comentários da bíblia 8D
- O Leon guardou a caixinha dos morcegos

(quero uma fonte melhor pro blog =/)

quinta-feira, julho 30, 2009

Cópia Paulo

É, acho que to apelando demais nos desenhos...

Esse ai é o Paulo, ele é invejoso e acha que tem uma personalidade legal, mas, só copia o Alexandre que é bem mais legal e forte e irmão bastardo do protagonista.
É isso. Só desenhei como eu vejo ele...

Será que essas são as tais pulseiras? O___O

sexta-feira, julho 17, 2009

Disclaimer

Juro que ia fazer uma postagem sobre o fim de Elementals, o começo do livro seguinte, os posts misteriosos e o projeto secreto nesse final de semana o_o/

Mas meus pais resolveram ir pro litoral =D

Como eu disse, férias não são bondosas com o blog.
Agosto, mate. Agosto.

terça-feira, junho 16, 2009

Hortência

Ela é casada. (ainda que mulher)
Ela possui duas vidas. Duas vidas completamente diferente que são construídas em momentos diversos, ora em simultaneidade, ora em revezamento. Seu amor é enorme e não pode ser medido por simples atos e ações. Não, a grandeza de seu sentimento ultrapassa a barreira do fático, encontra a sua própria alma. Seu amor é entrega incondicional e completa.

Essa é a sua primeira vida: a entrega.
Entrega, também sinônimo de sacrifício. Seu mundo é constituído de uma pessoa, uma pessoa que não mais enxerga como marido ou amante, mas sim como um humano celestial capaz de lhe prover a felicidade com o mais simples dos gestos. Assim é a sua natureza: simples e feliz. Gosta de ouvir o som de sapatos na madeira, do cheiro da chuva em terra molhada e do piscar selvagem que precede o barulho estrondoso do trovão. Mas seu marido possui a maior concentração desses pequenos momentos jubilosos de felicidade comprimida. Sua fala doce e masculina, somada ao seu porte elegante, desafiador e alvo são os dois melhores aspectos.

Entregara-se e ele sem hesitação, com a certeza teimosa e resoluta. Não apenas entregara a si, mas também a sua vida, tornando-se um satélite sem lados escuros. O sacrifício do que tinha planejado era uma barganha, uma pechincha em oposição à sua torrente de fantasia. Claro, sempre quisera filhos. Gostava do som doce das vozes, da alegria e da vida que os pequenos sabiam transmitir com tanta veracidade (e que se esvai a medida que a visão se torna mais clara), mas seu marido não compartilhava de mesmo anseio. Eis o sacrifício, a entrega. Ela não mais se pertencia, sua alma não estava mais em seus dedos. O que estava em seus dedos era a trincada e desgastada fundação de sua verdade, de sua vida.
Animais. Como os adorava, em especial gatos. De certa forma, os gatos lhe lembravam de seu marido. O porte elegante, a certeza nos atos e a precisão angular e centimetradamente calculada de suas amplitudes. Sua entrega significava renegar igualmente esta disposição, já que ele não os queria.

Essa é a sua segunda vida: o desejo.
Por mais que quisesse se entregar e amá-lo incondicionalmente, sob todas as adversidades que vinham com mais e mais força e brutalidade com o passar dos ponteiros do tempo, não conseguia impedir-se de desejar, de ansiar por tudo aquilo que desejava ter.
Sua segunda vida era obscura e ilícita. Vivia-a nos bastidores, quando ninguém a via. Era uma vida preciosa e feita de areia. Tocava-a com cuidado, manejava-a com carinho e reverência, temendo que escapasse lentamente de sua palma caso respirasse muito forte.

Era uma caixa. uma caixa pequena, inofensiva e feita de ouro. Fotos, imagens, recortes... todos seus desejos escondidos, os filhos que nunca teve e os gatos que sempre sonhou estavam todos ali, olhando para ela e rodeando-a com seus sorrisos e vidas anônimas. Era uma vida incompleta, débil e incrivelmente dolorosa, mas mantinha-a viva. Dava forças para viver sua primeira vida, aquela que ela não se arrependia, mas que lhe fizera diversos buracos em seu ser.

E a arte escondida de ser artista plástica. Seus quadros repletos de cupidos e querubins, sem mencionar as esculturas eretas e felinas que decoravam como pesos de papel, molduras de retratos e abafadores de livros. Silenciosamente, ela se cercou a si e a seu mariodo de sua segunda vida, de forma implícita, solitária e gananciosa. Sua segunda vida queria invadir a primeira, numa entativa desesperada e sufocada de se tornar real, de transgredir a linha da realidade e do sonho.

Amor. Esta é sua palavra-chave. Unilateral, a segunda.
No final, é uma flor tentando sobreviver na garrafa de cerveja que encontrou.
[o ciclo terminou. apenas uma lua resta]