terça-feira, dezembro 29, 2009

Retrospectiva 2009!

Como eu disse que teria, aqui está XDD
Um pouco sobre o ano, minhas impressões, o que eu fiz de interessante e por aí vai. Pouca coisa realmente interessante e ainda menos coisas relevantes, mas, no geral, eu sinto que não desperdicei o ano =)




Começamos o ano produtivamente, em janeiro, com minha estadia no Canadá, com um bando de amigos. Mais especificamente, em Vancouver, mais pro norte, onde nada chega.
A desculpa para viajar todos esses quilômetros, ver neve e se hospedar na casa de estranhos é o de sempre: inglês. Estudar, estudar. Mas todo mundo sabe que as compras são a parte interessante do negócio, certo?

Então, como comecei o ano comrpando diversos jogos pro Wii, nada mais justo que começar o post de retrospectiva falando dos jogos que joguei/terminei esse ano, hã? /o/

Okami: esse eu não comprei no Canadá, mas tava emperrado na minha prateleira durante muito tempo e eu queria dar um fim logo no negócio. Resolvi abusar um pouco da pressão que eu juntei com a nova carga e dar um novo fôlego pra coisa.
Okami não é um jogo ruim, muito pelo contrário. É realmente interessante e interativo. Usa muito bem os controles do Wii e mostra pra Zelda Twilight Princess como se faz pra criar um personagem lobo realmente interessante.
Os gráficos são muito legais, já que parecem muito com uma pintura japonesa e todos os personagens seguem o estilo, com a própria história sendo contada como se fosse um grande mito. Também tem um tom de humor durante todo o desenrolar, muito digno de animê.
O problema principal é o tamanho. Mas o tamanho no sentido que o jogo nunca termina quando deveria. Por três vezes você se pega vendo aquela batalha épica gigante de chefes com três formas diferentes que você enfrenta por mais de meia hora, com cutscenes e plot twists durante a luta, só pra descobrir que matou um, mas tem mais depois. Cansa um pouco.

Tales of Symphonia - Dawn of the New World: pessoalmente, prefiro o nome japonês do jogo (Knight of Ratatosk). É uma continuação do primeiro jogo, então, como tal, exige que você saiba todas aqueles acontecimentos importantes que se sucederam antes do mundo ficar feliz para sempre (ou não). Mentira. Nunca tinha jogado o primeiro e comprei esse mesmo assim porque o review que vi disse que não tinha problema, e não tem mesmo XD
Muitas cutscenes, muitos voiceovers muita conversa paralela opcional. Esse jogo tem uma carga de texto e informações, tanto relevantes quanto irrelevantes, impressionante. É uma experiência muito rica e que te prende do começo ao fim. É curto, mas eu viciei de tal forma que ele não durou mais que uma semana na minha mão, o que é bem estranho pra um jogo.
Claro, todo mundo reclama do Emil, o personagem pricipal. Como ele é maldito e covarde o tempo inteiro, mal consegue se expressar sem achar que está sendo invasivo ou como é irritantemente dependente dos outros, mas eu gostei dele. Bem diferente do que você costuma encontrar por aí, nos RPGs comuns. Ele foge bastante da fórmula principal e, se você tiver um pouco de preserverança, vai gostar dele mais pra frente.

Animal Crossing - City Folk: essa é uma série que veio crescendo comigo ao longo dos anos. Eu era extremamente viciado nela nos tempos de GameCube, do tipo muito viciado mesmo. O do DS me decepcionou em níveis proibitivos, foi dinheiro jogado fora. Mas o do Wii trouxe tudo de volta. Os personagens carismáticos e as pencas e pencas de diálogo fofo-nonsense são os grandes atrativos da série. Você começa o jogo sem nada pra fazer e termina o jogo na mesma: sem nada pra fazer. Liberdade, vá onde quiser, faça o que quiser, ou não faça se não quiser. O mundo é seu.
Mudou pouca coisa, é verdade. Nem mesmo as músicas são novas, já que é tudo Ctrl+C e Ctrl+V do DS, com poucas exceções e do K.K.Rider. Mas mesmo assim. Como eu não tinha gostado do DS, não doeu tanto.
Devo ter jogado isso durante uns bons três meses, depois deu uma diminuída no quarto antes de morrer mesmo, mas não me arrependo. Minha vila estava bonita, minha casa era foda e eu tinha uns acessórios de cabeça e rosto muito engraçados. Sempre ria quando andava com meu rosto de múmia putrefeita dentre aqueles animais e florzinhas XD

No More Heroes: o jogo se resume a duas coisas: sangue e mais sangue. Qualquer adepto do excesso de snague jorrando a ponto de causar slowdowns deveria comprar esse jogo, o que foi uma mudança bem vinda no bando de capas de jogos com E for Everyone marcados da minha coleção. Você é um cara feioso cujo sonho é se tornar o assassino número 1 do mundo, munido de sua katana de luz (sim, faz até os mesmos sons que um sabre d eluz faria). Para chegar ao topo, você precisa eliminar aqueles que estão na sua frente na lista. Além do mais, se você conseguir chegar no topo, a empresária que controla esse esquema suja promete transar com você 8D
O jogo começa com uma cutscene de você matando o 11o. A partir daí, é com você. Os controles são fáceis e intuitivos e você não cansa de matar, matar e matar tudo que você encontra ao longo do caminho. Fora que os personagens mais fodas têm aquela aura de "awesome" toda vez que você encontra. Logo quando você entra no quarto onde eles estão, sua sombra já assume o algarismo romano da posição deles no ranking e um close é dado enquanto ela assume a nova forma do nome do seu adversário. Cooooool.
O problema é o que acontece entre uma das lutas do ranking e outra. O jogo te coloca num esquema de GTA onde você tem uma cidade enorme e tem que conseguir dinheiro pra pagar a taxa de entrada pra enfrentar o próximo da lista. E juntar dinheiro em NMH é um pooooorre. Mata toda a vontade de jogar depois que a adrenalina de uma das lutas passa .-.

Sonic Unleashed: é o que todo mundo disse: a parte do Sonic é muito legal. A parte do lobisomem não presta. Não joguei o suficiente pra ter muito o que falar sobre o jogo, mas me cansei dele bem cedo. Eles inventaram um esquema de exploração digno de joguinhos multimídia de CD-ROM dos anos 90: point n click. Uau, vá conversando com todo mundo, uma hora alguém fala alguma coisa importante, desencadeia uma cutscene (ou não) e você passa pra fase de verdade. Só reze pra que essa fase seja durante o dia, se não você estará condenado a passar os próximos 20 minutos da sua vida correndo em cenários toscos, matando inimigos idiotas, desejando que o final do troço esteja depois daquela esquina.
É, Sega, ainda não.


Bem, terminado janeiro, precisei voltar à vida normal, né? XD
Fevereiro, março, abril... todos eles passaram sem muito acontecendo. Eu tive um pico de produção bastante grande no começo do ano com Térnia, o que resultou na conclusão do livro bem antes do que eu esperava, já que eu tinha quase certeza que terminaria Elementals antes que ele. Mas sabe como é, a gente sempre dá atenção pro filho favorito, não importa se isso seja certo ou errado XD
Terminar Térnia foi uma grande satisfação pra mim, já que ele é o sucessor de Werdil, que era meu maior projeto. O primeiro livro com certeza será o maior deles e com mais informações relevantes pro resto da história. E fiquei razoavelmente contente com o resultado final, ainda que eu admita que tem diversas partes que podem ser retiradas facilmente, pra dar uma melhorada no ritmo da coisa.
Elementals também encontrou sua conclusão, finalmente, no final do ano, em meados de outubro. Terminá-lo também foi um passo importante principalmente porque o livro representa muito do meu amadurecimento na escrita, meu estilo, minha linguagem. Deu pra sentir bastante como eu evoluí desde a época do começo de Werdil até o primeiro quarto de Térnia 2. Fora que é a primeira história que eu realmente fecho, com começo, meio e fim. Ainda que esteja longe de ser um livro bom ou publicável, é um trabalho sólido =)
Com isso, três projetos novos começaram: Térnia 2, Flores numa garrafa de cerveja e o Projeto Secreto. Cada um deles em momentos diferentes do ano, mas já que estamos tratando dos projetos, melhor falarmos de todos juntos.

Térnia 2 começou na primeira metade do ano e teve um arranque interessante, mesmo estando bem parado agora pro final do ano. O planejamento do livro inteiro só foi concluído certinho agora, pra novembro, quando eu finalmente descobri como amarrar tudo pro final. Agora que está tudo certo, quero ver se coloco o livro como prioridade pra terminar em 2010. Um pouco ganancioso demais, mas como serão 15 capítulos e eu estou no sexto, com um pouco de esforço é possível =)

Flores é o meu projeto mais maduro e desafiador. Com esse eu não tenho pressa nenhuma. Muita calma. Escrevo só quando tô inspirado e com tempo de sobra. A carga, o clima, as personagens são bem diferentes do que eu tô acostumado e assusta um pouco. Mas devagar ele vai tomando forma.
O primeiro capítulo demorou pra sair, mas apareceu e o segundo demorou mais ainda, mas está em vias de conclusão.

O Projeto Secreto é a minha diversão. Começou no meio do ano, em junho pra ser mais exato. Embora sofra com seus trancos e solavancos, tem avançado de uma maneira bastante sólida. Ainda não dá pra prever qual vai ser o real destino da história, mas eu odiaria ver tudo aquilo se perder 8D


As férias de julho não tiveram nenhum ponto notável, como geralmente são as minhas férias. Mas o segundo semestre foi bem mais atribulado em questões pessoais e acadêmicas, o que me cortou um pouco sobre o que eu realmente queria fazer. No entanto, uma das poucas coisas que ficaram acesas durante o ano todo foram as séries que eu vi. E gostei muito de ter visto tanta coisa foda 8DD
Dead Like Me, House, Skins, Weeds, Dexter, Glee, Flash Forward e United States of Tara. Em especial com destaque pros dois primeiros e os três últimos. Go! /o/

Dead Like Me: se passa em Vancouver! Aaaah! =D
A história revolve em torno de um grupo de ceifadores que fazem o trabalho da Morte para ela. Todos os dias eles recebem cartas com os nomes daqueles que vão morrer, local e hora. E é moralmente aconselhável retirar a alma da pessoa instantes antes dela morrer, já que o trauma pode ser bem doloroso. Eis que começa a série, com cada problema dos personagens, como eles lidam com o próprio fato de estarem mortos e como cada um é bem moralmente distorcido.
É humor negro e sarcasmo em sua melhor forma. Uma pena ter sido cancelado .-.

House: dispensa explicações. House é um médico aleijado e infeliz que preenche seus dias com todo aquele desafio impossível da medicina. Todos os casos absurdos e fora do comum vão parar com ele.
Não vi muita coisa, já que são seis temporadas e eu tô engatinhando na segunda ainda, mas gostei do que vi até agora. Tá numa fórmula batida de doente-tratamento-quasemorte-tratamento-salva-mensagem, mas não cansou ainda 8D

Glee: esse é um seriado bem modinha do momento, mas é interessante. É fácil e leve de se assistir e tem um tom tão nonsense e mamão com açúcar que você não percebe o tempo passando. A história se passa com os membros do clube de um colégio, que leva o nome do seriado, é um clube de dança e música. Como é de se esperar, só o pessoal loser vai parar lá. Pra melhorar as coisas, uma das professoras mais influentes do colégio tem o orçamento de seu clube cortado por conta de Glee e resolve que sua nova meta pra vida seria destruir o clube.
É nonsense do começo ao fim, com aquelas pitadas de lição de moral aqui e ali. Cada um dos personagens representa uma das classes dos losers de colégio, como era de se esperar, mas é divertido e indolor XD

Flash Forward: tipo, o top da história desses seriados novos. Em outubro, todas as pessoas do mundo (todas elas) desmaiam ao mesmo tempo durante o mesmo intervalo e depois acordam. Não apenas isso, mas todas elas sonharam com o futuro, e, sem surpresas, o mesmo período do futuro. Algumas viram boas coisas acontecendo, outras viram péssimas coisas acontecendo. Outras viram a escuridão total: não chegariam vivas dali a seis meses (o ponto do futuro que todos viram).
A história se foca num grupo do FBI que tenta investigar o que eles chamaram de Black Out por meio das câmeras que permaneceram ligadas e de um site chamado Mosaic, onde qualquer pessoa pode postar o que viu em seu Flash Forward, para que todos possam juntar as informações, como um quebra-cabeça. A partir daí, meu amigo, descobrem que existe um grupo seleto de pessoas que não desmaiaram. E a coisa pega fogo.

United States of Tara: Tara é uma mãe de família normal, se não fosse por suas múltiplas personalidades. Isso mesmo, mais de uma. Além dela mesma, Tara comporta T, uma adolescente que poderia muito bem virar prostituta quando tivesse a idade mental, Bukky, um cara (sim! o_O) que lutou no Vietnam, e Alice, uma dona de casa inglesa cristã que parece tomar conta de todas as outras personalidades. A história roda em torno da família tentando lidar com a Tara enquanto ela tenta descobrir como desenvolveu tudo aquilo dentro dela e como fazer tudo parar. O legal é que a vilã de tudo é uma das personalidades e não tá muito disposta a largar o peixe =X

Os seriados geralmente são os responsáveis por me fazer perder os prazos pra entrega de trabalhos e não estudar tudo o que deveria numa prova. Mas não me arrependo XDD


E, pra terminar, os livros que apareceram na minha estante em 2009. Foi um ano que eu li pouco porque fiquei emperrado em dois livros chatos, e sou meio besta com essa história de livros. Não largo. Mesmo que seja horrível eu leio do começo ao fim, mesmo que esteja esperando com um isqueiro na outra mão. Foi o caso de Brisingr. Troço ruim que dói.
Fora ele, tiveram New Moon (em inglês =D), Eclipse, Quem Tem Medo do Lobo, Caim, A Cidade Sitiada, A Bela e a Fera, Brisingr, A Torre Negra V, O Caçador de Pipas. Vou destacar uns poucos pra falar que fiz mesmo... porque tem pouco de especial.

Brisingr: é da série do Eragon! Não me entenda mal, o livro é bom. Detalhista, minucioso, cuidadoso. Explica cada uma das coisas, trata uma guerra como uma guerra mesmo, como um processo sofrido, longo e demorado. E tudo mais.
Mas me irritou. O autor disse que faria uma trilogia e escreve três tijolos e de repente, ops!, não é mais uma trilogia não, mals aê, galera =B
Ah, faça-me o favor, né.

Caim: eu tô pra acabar esse livro, na verdade, mas já o amo. Eu peguei mais pra descobrir um pouco do personagem bíblico, já que vou trabalhar com um xará dele em Flores, mas encontrei uma coisa completamente diferente. Não sou muito apegado à religião, mas eu rolava de rir com os diálogos do Zé Saramago. Como ele retrata Deus como um policial fazendo uma blitz no paraíso e expulsando Adão e Eva a quase cassetadas, ou como a Eva resolve seduzir o anjo que guardava a portal do agora-proibido Éden porque ela e Adão não achavam comida do lad de fora e precisavam entrar pra conseguí-la. Ou como um dos anjos se atrasam para impedir que Abrahão queime Isaac por conta de um problema mecânico com a asa e o pobre Caim é quem tem que acudi-lo. Simplesmente genial.
E ele tem uma riqueza na linguagem impressionante. Soa velho e anos 70. Mas é como se sentar com seu avô num bar, pedir umas cervejas e ouvir ele contar uma história. Genial.


E é isso aí. Passei de ano sofrido na facul e ainda tô correndo atrás de umas professoras que andaram burlando as aulas de adição do prézinho, mas tudo bem, resolve-se. Tenho umas metas guardadas aí pra 2010 e vamos ver o que acontece =)

Quero ver se consigo ressucitar o Flash, pelo menos. Faz tempo que eu e ele não temos um papo bom XD
Feliz Ano Novo e começo de década.

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Ah!

Esse botão de "publicar postagem" faz o que mesmo?

(vai ter uma retrospectiva mais pro final do mês, aguardem)

segunda-feira, outubro 26, 2009

VGL! [2]

Realmente, depois de tanto tempo sem, finalmente aconteceu de novo =D
Por vários motivos, esse evento merece um post aqui. Primeiro, pela incapacidade de yer ocorrido no ano passado, já que houve algum tipo de desentendimento da organização de São Paulo com o pessoal da VGL, o que resultou num monte de "a bola é minha e não vou mais brincar", deixando Sampa órfão de uma VGL2008 o_o
O segundo foi que esse foi o meu evento salva-vidas. Sem mais EGS pra poder me consolar e com toda a babaquice que me impediu de comparecer à Anime Friends de 2009, eu simplesmente tinha que salvar a pátria, a honra, minha moral, a ética, minha felicidade, algum alívio, e a honra de novo.

Enfim, Video Games Live! \o/
Dessa vez foi em outro lugar. Um tal de HSBC Brasil Hall. Fica lá longe, onde ninguém mora e metrôs não alcançam, sabe. Não que a anterior tenha sido num local de fácil acesso, mas pelo menos tinha CPTM perto.
E dessa vez eu me meu amigo (o mesmo que foi na última, e, que vai ficar sem nome XD) sabíamos de antemão que o show ia acontecer, então pudemos comprar bons ingressos com antecedência. Claro, fica aqui minha revolta com o povo do HSBC Hall em reservar uma semana de prioridade pros clientes do HSBC, deixando que os pobres mortais -- ou universitários, escolha o melhor -- escolham o que restar.
Mas, bitching de lado, foi camarote dessa vez \,,,/ò_o\,,,/

Pra quem não sabe.
VGL é uma orquestra-show periódioco-anual especial por tocar músicas de franquias famosas de jogos eletrônicos. Então, se você acha que as músicas de Mario, Zelda, Sonic e blablablá vale algumas notas de 10 reais, é pra você.
Fora que também tem o lado show da coisa. Concurso de cosplay, participação de quem for bravo o suficiente pra subir no palco (e por consequência, ser zoado pelo resto do povo seguro pelo anonimato), bem como distribuição de prêmios, piadinhas e alguns vídeos interessantes =)

O problema principal é que teve muita coisa igual a dois anos atrás. E, sinceramente, qualquer bom gamer sabe que muita coisa muda num espaço de dois anos. Eles repetiram algumas assertativas e várias das piadas do ano passado.
Muito do que eu disse sobre a VGL no post original pode facilmente ser reproduzido aqui. O lance da piada inicial do poema das violetas e rosas, por exemplo. A orquestra inteira do Sonic não sofreu alterações. Mario Galaxy entrou na exibição do Mario e Zelda não girou em torno de Twilight Princess, como aconteceu na primeira, mas muito foi um Ctrl+C Ctrl+V da primeira, o que não é muito bom.

Mas claro, tiveram coisas novas legais 8D
Convenceram o tio do sax de Metal Gear a aparecer. O fato do meu amigo tê-lo confundido com o Hideo Kojima me deixou meio apreensivo com a qualidade dos nossos assentos, mas tudo bem.
Fora isso eles mudaram a desculpa de não mostrar trechos de Kingdom Hearts, mas de filmes da Disney durante a apresentação do jogo. Ao invés do "a Square é bobona e não deixou a gente mostrar ninguém da empresa" foi algo tipo "nós queremos proporcionar nostalgia a todos vocês porque somos legais =D". O que foi estranho, já que durante a apresentação de Final Fantasy VII ficou sem explicação pro slideshow de cosplays dos personagens XP
Colocaram Mega Man e Chrono Cross e Trigger (de novo, sem imagens pros da Square) pro final, falando que eram os dois jogos que o povo do Brasil mais votou no site =3
Sorte que eles devem ter ignorado o pessoal clamando por Uingue Elévi 8D

Mas o ponto realmente mais alto da noite foi o cara do Guitar Hero 8D
Um tal de Danilo tinha ganhado a competição que fizeram de GH no lobby de entrada, antes do show. Chamaram-no no palco pra que tocasse uma das músicas do GH Aerosmith com a orquestra acompanhando (coitado do coral... sendo gasto com Aerosmith XD), numa competição contra o tio apresentador. Se ele ganhasse, iria receber um kit de prêmios, dentre eles um pôster do Metal Gear 3 assinado pelo próprio cara responsável pela música do jogo. Mas ele tinha que vencer todo mundo jogando uma música que eles escolheram e no Hard.
A coisa é: não contente, o tal Danilo pediu pra colocarem no Expert. Depois de fazerem o truque pra destravar as músicas, porque não tinham a música que iam tocar no Expert, resolveram começar. E ele ganhou.
Talk about humilhação total 8D

Fora isso, outro dos pontos altos desse show foi o final, tocando Mega Man. Um final digno de fim de animê.
Enquanto a música ia se desenrolando, todo mundo que tinha participado ia subindo no palco e tocando junto. O tio apresentador, depois a garota com cosplay de Link que tocou na apresentação de Zelda, o responsável pela música de Metal Gear (que ainda não era o Hideo Kojima) e até o cosplay de... de... de um inimgo de Mega Man que parece um ventilador õ_o

E tava chovendo na saída. Deu trabalho pra voltar pra casa x_x
Mas anyways. Valeu a pena. Ano que vem tem mais, se o pessoal não ficar de chatice de novo XD

Go go! /o/

segunda-feira, outubro 19, 2009

Sobre os livros... [4]

Devido a forças alheias à minha vontade, tivemos um hiato bastante grande entre a dobradinha de postagens dos novos projetos, mas com alguma sorte, eu ignorei os problemas e cá estou 8D

Tah-dan! o/
Sim, se chama Projeto Secreto mesmo, justamente por não termos ainda um título definitivo XD
Notaram a primeira pessoa do plural? Sim, é "nós"! XD
Vou precisar de um pouquinho de background, então, por favor, bear with me =)

Como todo bom brasileiro incluído digitalmente, possuo Orkut, cujo link está até mesmo presente no Chaos III, na barra lateral facilmente ignorada. E, uma das vantagens do site de relacionamento é a possibilidade do usuário se relacionar com outras pessoas que possuem os mesmos interesses que você. Pessoas essas que, em condições normais, o usuário dificilmente encontraria.
Como escrever é algo que toma uma porção generosa do meu tempo (por que não "vida"?), acabei por esbarrar com outras pessoas que compartilham do mesmo interesse.
Em especial, o co-autor desse projeto.

Compartilhamos de diversos interesses similares e visões muito parecidas, bem como gostos e afins. O interessante foi ver que ambos estávamos escrevendo livros muito parecidos, eu com Aeternia e ele com Advertência!. Eles até começavam com A! =O
Até mesmo nossos estilos eram parecidos em alguns pontos. Eis que então, ele sugere que comecemos um livro em conjunto, como esquema de diversão e exercício. Onde ele escreveria um capítulo, e eu o seguinte, ele o posterior e assim em diante, sempre com o prazo de um mês a cada. Nós não deveríamos conversar sobre o prospecto da história, indo no improviso. Ver no que ia dar 8D
Assim nasceu o PS.

Assim sendo, eu não tenho muito o que falar sobre a história do livro ou o que ele se propõe, já que muito do que eu tenho planejado é sumariamente destruído quando o Fernando (sim, ele tem nome 8D) me entrega o capítulo seguinte, da mesma maneira que eu faço ao passar o meu a ele. Mas as linhas gerais da história já estão colocadas.

Emerson Lins de Oliveira se considera um homem normal. Tem um emprego comum e não desempenha nenhuma atividade que fuja dos parâmetros sociais. Claro, isso se não levarmos em consideração as estranhas ocasiões onde o mundo assume um tom esverdeado e ele se vê frente a frente com criaturas/animais que desejam seu sangue. E também, claro, se não considerarmos sua capacidade de, ao projetar seu corpo através da fumaça de seu cigarro, este adquirir uma colocaração azul, fumegar e ele ter sua força aumentada incrivelmente, dando-lhe poderes para defender-se das ditas criaturas.
Esse ainda é o começo de seus problemas. Ele ainda está pra descobrir a existência de outros como ele (designados de "virilordes"), a existência de um plano paralelo de onde eles vem, a Via Nove, bem como toda uma extensão de variações das criaturas, chamadas de fraslúmios.

Pessoalmente, PS é meu novo Elementals. É divertido ver como a história literalmente se desenvolve sem que você perceba e que os personagens de repente ganhem novas designações e poderes, bem como estreitem ou piorem os laços durante sua ausência. Como você se depara com uma bomba indigesta deixada no seu colo ou como um personagem de repente dá um giro de 180 e começa a fazer coisas completamente opostas do que você tinha imaginado.
Claro, comparo com Elementals no sentido de ser um alívio e relaxamento dos meus projetos mainstream, já que Térnia anda exigindo muito da minha capacidade imaginativa e Flores é algo completamente além das minhas capacidades. Do contrário, PS flui com uma naturalidade por mim que tô sempre entregando os capítulos uns dez dias depois de ter recebido os anteriores.

Anyways, estes são meus novos projetos. Térnia 2, Flores e PS. Três, ao invés de dois, mas tudo vai dar certo 8D

terça-feira, setembro 15, 2009

Sobre os livros... [3]

Lembram desses posts? Estão de volta =)
E sempre em dupla =D


Flores numa garrafa de cerveja é o nome do meu próximo livro oneshot, o sucessor de Elementals, portanto. Faz um bom tempo que eu queria me propor a escrever algo desse tipo, mas nunca me achava com maturidade suficiente. Tanto mental quanto propriamente de estilo. Não que eu ache que as consegui ainda, mas vou aceitar o desafio.

Antes de mais nada, vale ressaltar que a ideia desse livro me acertou do nada faz um tempão quando eu vi uma das cenas no primeiro minuto desse clipe da Kate Nash.

Foundations - Kate Nash
[sorry dudes, o blog tá travando com o vídeo ¬¬]

Esse foi o clipe que me fez gostar dela, correr atrás do CD inteiro, desmembrá-lo e querer pelo próximo. As músicas em estilo historinha dela é muito interessante e o sotaque dá um toque engraçado e que sempre ferra com o meu entendimento lyric-free 8D
Enfim, sim, a cena que ela coloca um ramo de flores numa das garrafas de cerveja.

A história vai se passar em torno das quatro personagens principais: Rosa, Margarida, Hortência e Violeta. Sim, cada qual com um nome de uma flor, cada qual em uma fase diferente da vida, com suas personalidades e problemas. E todas elas passando pelos problemas e sofrimentos da vida.
A única coisa que têm em comum é a residência: as quatro moram no mesmo prédio da capital paulista, embora em andares e apartamentos distintos. Mas sabem como o destino é engraçado, né? Ele adora jogar suas linhas nos ombros das pessoas. E quem sabe a amizade que vai surgir não as ajude de algum modo...? =)

Sim, é um livro completamente normal. Nada de poderes especiais, magias, dominação mundial, vilões ou mundos alternativos. Somente o plano do real, alguma vontade de brincar com nomes e dores mundanas. E escrita em primeira pessoa.
Sim, é algo completamente diferente do que eu tô acostumado. Completamente.

A personagem principal é Rosa, e vai girar em torno do evento inicial. Ela acabou de receber uma carta de alguém que preferiria esquecer, mas de alguém que cedo ou tarde teria que encarar pra que sua vida possa seguir adiante, depois de tantos anos de fuga. Rosa é a única que conversa diretamente com o leitor, e sabe que é a personagem principal do livro, o que dá um ar de graça em toda a escrita.
Alternamos às demais personagens, com seus pensamentos e questionamentos, da mesma maneira que eu fico brincando com a linha do tempo em Aeternia. Margarida, que está prestes a encontrar alguém importante. Hortência, que não sabe mais como segurar seu castelo. Violeta, que não sabe mais pra onde puxar sua vida, que insiste em querer afundá-la.

Cada uma tem um estilo de escrita diferente, por terem idades e personalidades diferentes, então temos mais um desafio ao pobre Nícolas. Mas é algo que eu quero experimentar.
Não tenho planejamento algum, apenas um arquivo de duas páginas de Word dando um background de cada uma das mulheres, com algumas anotações nas bordas do estilo de escrita de cada uma. Fora isso, nada com história determinada ainda.
Esse vai ser algo que eu constantemente estarei escrevendo e reescrevendo, voltando, mudando e alterando aqui e ali, certeza. O Projeto Secreto já funciona assim, anyways XD

Estou no capítulo 1, e já estou com bastante dificuldade. É complicado escrever sobre coisas mundanas em um estilo análogo, mas diferente do seu, mas não vou desistir.
É o típico livro que vou ter que ler muito antes de escrever. Quero mais Clarice! o/

Sim sim, aqueles posts de flores que apareceram mensalmente no blog são delas. Apresentando cada uma do seu jeito, cada qual com seus problemas. Como se fosse um preview das personagens centrais, começando pela principal, claro.
E, aos que têm boa memória, eu mencionei no post do Leak, do ano passado, que tinha uns bebês que estavam prestes a nascer, que trariam banalidade ao instituto dos palavrões, né? =)
Voilà! Eis o tanto de tempo que eu tô com Flores no latente.

A premissa do título é a mesma que você consegue quando junta todos os posts de flores do Chaos III: existem pessoas especiais no mundo. Pessoas que são verdadeiras flores, em cheiro, cor e beleza. Mas a realidade é podre e decadente, então, sem ter onde crescerem, tais flores são fadadas à morte lenta e gradual. Elas não tiveram outra escolha senão crescerem em garrafas de cerveja, usando-as como vasos, drenando sua amargura em si e tentando crescer ainda assim.
A vida é uma luta constante. Não importa se você é especial ou uma garrafa, você vai ter que lutar se quiser sobreviver e encontrar uma fresta de sol.

GO!